Não importa qual seja a área ou
assunto em foco, tudo gira em torno do homem.
O planeta parecia grande suficiente
para que não pudesse sofrer influências humanas. Não é verdade, estamos observando
os efeitos do aquecimento global.
Os avanços em todas as áreas da
ciência são surpreendentes, alguns difíceis de imaginar, mas ao mesmo tempo em
que encontramos locais de imensa prosperidade, nos deparamos com outros de
miséria absoluta.
Com toda tecnologia e capacidade
de transformação, o homem não tem conseguido avanços significativos para
erradicação desse flagelo e agora, cada vez mais, dos danos do meio ambiente.
Ambos, necessariamente, passam
pelo processo de educação, que traz cultura e muda o modo de agir.
Uma andorinha não faz verão, assim
como um homem só não promove o progresso.
A construção de uma sociedade e
seus avanços são frutos de trabalho cooperativo, aberta ao conhecimento e sua
multiplicação.
Não faltam países ricos cujos
povos passam necessidades, porque o progresso não os alcança. A fonte de
riqueza natural não é um bem compartilhado, razão pela qual os benefícios são
restritos.
A internet, os celulares são
fontes de informação, que instruem e conscientizam, por isso muitas vezes
proibidos, mas não impedidos.
Este é um momento de
efervescência, onde grupos e povos clamam por liberdade, democracia e o direito
a viver com decência.
Quanto menor a sociedade mais
fácil estudá-la. Nesse aspecto podemos apanhar nossa empresa, como foco desse
trabalho.
Empresa é uma sociedade
competitiva, os confrontos ocorrem dentro e fora.
Pessoas se reúnem para conquistar
mercado, pessoas se dispersam para conquistar cargos e vantagens financeiras.
Quando a dispersão prevalece, o
foco individual prejudica o conjunto e a empresa perde mercado. Com isso perdem
todos, pois os concorrentes aproveitarão os momentos de desorganização.
Como consequência, a vantagem
individual também é prejudicada. Ainda que possa demorar para acontecer,
chegará o momento.
Informações são retidas,
conhecimentos não são disseminados, objetivos são negligenciados, erros não são
corrigidos, ações são proteladas porque as pessoas ignoram o prejuízo coletivo.
Ignorar significa não saber, não
conhecer. Observe que nesse aspecto, apenas o conhecimento, a serviço do homem,
pode provocar mudanças.
Estudiosos de gestão, cada vez
mais, apresentam provas irrefutáveis de desastres empresariais frutos da
arrogância.
Cada gota de sucesso nos chega
contaminada. Seu vírus provoca “cegueira e surdez”.
A vacina existe sim, sempre
existiu, e é necessário tomá-la com frequência. É a mesma que combate a
ignorância, apenas com reforço da dose.
Arrogar vem do latim arrogare que significa tomar como
próprio, apropriar-se, tomar como seu, atribuir a si.
A arrogância, em sentido positivo, pode ser considerada coragem de assumir as próprias opiniões, identidade ou personalidade.
Como expressão de exagero, a arrogância
caracteriza a falta de humildade.
Estão investida as pessoas que não
desejam ouvir pontos de vista de diferentes, aprender algo que não saibam ou sentir-se no mesmo
nível de outras pessoas.
Considera-se como sinônimos o orgulho excessivo, a soberba , a altivez , o
excesso de vaidade pelo saber e ,
principalmente, pelo sucesso.
Como mudança é um processo complexo e muitas vezes doloroso, que demanda
conhecimento e disposição, é fácil concluir que muitos desastres empresariais
realmente ocorreram porque a arrogância impediu aprender, consequentemente, a
ignorância mudar.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
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