Qual é sua reação, procurar motivos, não é?
Queremos de todas as formas encontrar “o motivo do
fracasso”.
Era o emprego dos sonhos, mas durou pouco. Poderia ser uma
história de vida com alguém que você considerava especial.
A faculdade que gostaria de cursar, até passou no
vestibular, mas...
O emprego era em uma empresa familiar que foi vendida por
causa de conflitos societários e os novos gestores resolveram enxugar a
estrutura.
A história de vida que tinha tudo para terminar em casamento
não se concretizou porque a convivência se mostrou difícil.
A faculdade dependia do apoio da empresa, porém os
resultados não permitiram sua continuidade. A falência da empresa levou seus
sonhos com ela.
Estes são alguns exemplos, dos muitos que poderiam ser
listados.
Pessoas arrojadas poderão nos dar mil dicas que poderiam dar
a estes fatos destinos mais interessantes, mas na vida, quantas vezes a teoria na
prática é outra.
Imagine-se decidindo o campeonato mundial de futebol. Você
vai bater o último pênalti. As cobranças estão empatadas.
O país inteiro tem certeza que seremos campeões, afinal você
jamais errou uma cobrança na vida, e é o maior astro do nosso esporte.
Seguro, concentrado, afinal treina constantemente, parte
para a bola. O silencio é aterrador. Sua concentração não permite notar
absolutamente nada, a não ser o que vai fazer.
Em segundos o goleiro está estatelado em um dos cantos e em
câmera lenta todos vêem a bola fazer uma curva e não entrar no gol!
Um milhão e cinqüenta e sete mil perguntas explodem em sua
mente: o que aconteceu? Bateu errado? Chutou muito forte? Deveria ter chutado
rasteiro?Deveria ter chutado no outro canto? Deveria ter chutado mais fraco? Escorregou?
A chuteira era nova? Respirou errado? Não respirou? Tinha um defeito na bola? O
vento “soprou diferente”? E assim seguem as perguntas em busca de uma resposta.
Um século depois, muitos ainda estarão em busca dos motivos
que o levaram a errar o pênalti.
Cientistas, analistas esportivos, curiosos, humoristas,
todos terão suas teses, mas e o motivo?
Quantas vezes já não lhe perguntaram: - O que houve? O que
estava sentindo naquele momento? Sentia-se bem para a cobrança? Não deveria ter
pedido para outra pessoa bater o pênalti?
Famoso, agora ainda mais, já deixara de ir a muitos
programas, pois sabia que as perguntas seriam as mesmas!
Pensando bem, acho que tenho uma pergunta sobre isso: - O
que é que aconteceu, de fato, para que a bola não entrasse?
Posso imaginar a resposta que receberei, mas vou ajudá-lo
“nessa”.
Às vezes as coisas simplesmente não dão certo.
Às vezes há um motivo, às vezes milhares.
Uma das melhores propostas de emprego que recebi na vida,
aconteceu quando eu terminava o colégio técnico. Passei em uma seleção na qual
se envolveram milhares de jovens, mas existia um ponto com o qual eu não
concordava: Não havia garantias que eu poderia cursar uma universidade no ano
seguinte.
Seria enviado para um ponto no país, e esse local, na época,
não me proporcionava esse acesso.
Quando recusei, meus amigos enlouqueceram, mas uma pessoa
que sempre considerei sábia simplificou o processo.
Pediu que me sentasse a seu lado e disse: - Você é jovem e
vai ficar imaginando mil situações que poderiam de alguma forma beneficiá-lo. O
fato é que essas, dentro desse contexto, não existem.
Na vida, às vezes, algumas coisas simplesmente não dão
certo.
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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