O rumo que segue a sua empresa, segue você também.
Quer comprar uma casa, trocar o carro, fazer a viagem dos
sonhos? O atendimento a esses desejos só
deve ser feito com o lucro gerado pelo empreendimento.
Você não é acionista e a parte que lhe cabe na divisão dos
lucros é mínima? Se a sua participação na geração deste for significativa, poderá
receber o que lhe cabe, ou que você estabelece, a título de salários.
Ainda assim não está acontecendo? É hora de repensar como
está conduzindo não apenas a sua carreira, mas a construção de seu futuro.
Vamos encontrar muitos casos onde a frase “pessoa rica,
empresa pobre” parece verdadeira. Esteja certo que não é.
São situações onde as reservas de lucros ou recursos
financeiros foram dirigidos para atendimento de interesses pessoais, exaurindo
a capacidade de evolução dos negócios. Empresas e empresários assim estão
fadados ao fracasso.
Chegará o tempo que os ativos fixos e o capital intelectual
estarão obsoletos e ultrapassados.
Poucos, nessa situação, são capazes de vender os bens
pessoais e injetar novamente o dinheiro na empresa.
Quando o fazem é porque os sinais de fracasso são evidentes,
e o comprometimento bancário tão alto que o crédito já não lhes é mais
oferecido.
Não faltam empresas tomando dinheiro emprestado de agiotas,
sustentando fantasias existenciais de pessoas incautas.
Essa é uma questão muito séria e não pode ser tratada apenas
com foco em gestão empresarial. É preciso rever e tratar conceitos pessoais.
Mas, e quando encontramos pessoas focadas, trabalhadoras,
determinadas, e os resultados não aparecem?
Há uma frase que parece um tanto cruel e que merece atenção:
“Na vida, fazendo tudo direito, você tem cinquenta por cento de chance de
sucesso”.
O que quer que você faça, perceba que terá que usar sua
vocação, seu talento, sua determinação e ainda adicionar competência.
Como equacionar esse problema?
Será que tem solução?
A reflexão nos leva a entender que ninguém que queira ter
sucesso poderá consegui-lo sozinho!
As redes sociais nos permitem o desenvolvimento de um networking
substancial para obtenção de conhecimentos, e os novos conceitos empresariais
conduzem à criação da coopetição. Isso significa ir além da competição.
Cooperar, mesmo competindo!
O homem primitivo se reunia para caçar por uma razão muito
simples: Ele e sua família não comeriam um mamute sem que parte se perdesse. E,
sozinho, jamais teria sucesso na caçada. Poderiam sim, virar a caça.
Algumas danças tinham como objetivo preparar a empreitada,
onde cada integrante saberia exatamente o que fazer.
Quando a caça é farta, os erros são tolerados. Desde que o
saldo seja positivo e não prejudique a sociedade.
Por que razão pessoas instruídas não observam as lógicas
vantagens da associação e cooperação?
Não faltam orientações a esse respeito, não é verdade?
O homem, embora seja um ser social, busca autosuficiência
para exercício e exaltação do poder.
Em determinado momento de minha vida, estava negociando uma
parceria com uma empresa que venderia nossos treinamentos. Avançamos bastante
no processo; quando chegamos à preparação do material de divulgação, nos
deparamos com uma barreira que fiz questão de não transpor e preferi não
continuar.
O pretendente à parceria nos dizia: - No processo de
divulgação apenas minha empresa será “exaltada”. Você poderá apresentar seu
curriculum e sua organização ao iniciar o curso, mas quero que, mesmo nas
projeções, apenas meu ícone apareça.
Tomando emprestada a palavra que ele usou, para não me
“exaltar”, preferi lhe dizer: - Ora, vá caçar mamute! E que seja sozinho.
Um plano de negócios precisa de participação e cooperação
dos envolvidos. Aqui cabe bem a palavra “entrega”.
As pessoas precisam se “entregar” ao que estão fazendo.
Um plano de negócios precisa estabelecer o que, quando,
como, por quem, para quem, para que, onde, quanto, e todas as questões que
forem possíveis serem formuladas.
Perguntas respondidas estabelecem parâmetros para ação.
Com boas intenções os caçadores primitivos corriam atrás de
um mamute e arremessavam lanças, sob o risco de serem atacados pelos demais.
Isso, quando não o largavam e iam atrás da primeira presa que se mostrasse mais
fácil, e acabavam de mãos vazias.
Com um plano de negócios, com tochas acesas, provocavam o
estouro da manada, em direção a um abismo, derrubando vários, obtendo melhores resultados,
reduzindo os riscos de serem atropelados.
A incompetência estratégica quando não dispersa esforços,
provoca a imobilidade operacional.
Nos momentos em que todas as técnicas de gestão não permitem
que conduzamos nossas empresas ao desenvolvimento de um plano de negócios com
sucesso, um bom caminho é dar uma olhada para trás, no tempo, e ver como nossos
antepassados lidavam com os mamutes!
Afinal, um plano de negócios é muito mais do que um pacote
de boas intenções.
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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