Você já pensou quantos produtos, marcas, são apresentados ao
mercado todos os dias?
Já se deu conta de quando você vai às lojas, ao
supermercado, principalmente, e encontra muitas opções, e sequer as experimenta, porque não sabe a
qualidade que estas têm?
Alguns produtos têm embalagens pouco atrativas, outros até apresentáveis,
mas que também despertam pouco interesse.
A questão a ser debatida é por que alguém colocaria no mercado
um produto sem qualquer comunicação que orientasse, seduzisse, envolvesse o consumidor?
Por falta de entendimento sobre a necessidade de
comunicação?
Com a quantidade
informação fornecida pela
internet, revistas, televisão, ainda podemos encontrar pessoas com esse
pensamento?
Não tenha dúvidas quanto a isso. Vamos encontrar muitas
pessoas que ainda acham que publicidade
e propaganda é dinheiro jogado fora.
Bom, não poderia ser por falta de recursos?
Claro, há no mercado muitas empresas tentando sobreviver,
sem condições de fazer divulgações estruturadas.
Um fato é indiscutível: temos muito ainda que aprender sobre
comunicação com o mercado até “pegarmos
gosto pela coisa “.
Empresas com mais de meio século são pouco conhecidas, e seus produtos
sobrevivem por atenderem pequenos nichos que provocam esse milagre.
Nesses anos de carreira como executivo e consultor, vi muitas
dessas empresas serem compradas, rejuvenescidas, com comunicação adequada para se
desenvolverem, mas a maioria deixa de existir.
Há um ditado que
serve de pilar para a argumentação de muitos empresários, quando questionados
porque não divulgam seus produtos, que é
o seguinte: “Não precisamos gastar com propagandas, o sol nasceu para todos”.
É verdade, todos os produtos poderão pegar um pouco de sol
nas vitrines e, quando
empoeirados, serão jogados em algum
canto do estoque da loja, se não forem
adquiridos em algum cesto de
liquidação. As instalações em ruínas
poderão continuar tomando o sol de cada dia.
Produtos, como idéias, como propostas, como alternativas, têm vida útil.
Quantas pessoas saem
de casa para comprar carburador para o
carro, disquete para computador, fita para telex, galocha, luvas,
chapeleira para a entrada da casa, disco de vinil, e assim vai?
Marcas também, se não cuidadas, nutridas, deixam de ter
apelo, caem no esquecimento, saem de moda, viram a marca do papai, do vovô, e
passam a ser pouco procuradas.
Sucesso é um agente exigente, que gosta de atenção, caso
contrário vai em busca de aconchego em outros lugares.
Eu vou ao mercado com freqüência, é parte de meu trabalho. Olho
vitrines, prateleiras, estoques, cargas de caminhão, lojas de conveniência,
lojas em estradas, depósitos, e percebo que a
quantidade de material negligenciado é muito grande.
O fato de uma empresa conseguir colocar o seu produto em um revendedor
de grande porte não é garantia de sucesso. Pode, simplesmente, ser a garantia
de fracasso.
Imagine que você compra um produto para a sua loja e percebe
que o consumidor não o quer, têm preferência por outras marcas, qual será sua
posição?
Liquidá-lo e não
comprá-lo mais, certo?
É um fato simples, claro, fácil de ser entendido, contudo o
mercado está repleto de produtos abandonados, órfãos da mãe propaganda e do pai
fabricante, que não cuidam para que sejam aceitos, queridos, procurados e desejados
pelos consumidores.
Você já apresentou o seu produto ao mercado hoje?
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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