sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Às vezes, simplesmente não dá certo

Você fez tudo o que sabia, podia e lhe aconselharam, mas não deu certo.
Qual é sua reação, procurar motivos, não é?
Queremos de todas as formas encontrar “o motivo do fracasso”.

Era o emprego dos sonhos, mas durou pouco. Poderia ser uma história de vida com alguém que você considerava especial.
A faculdade que gostaria de cursar, até passou no vestibular, mas...

O emprego era em uma empresa familiar que foi vendida por causa de conflitos societários e os novos gestores resolveram enxugar a estrutura.

A história de vida que tinha tudo para terminar em casamento não se concretizou porque a convivência se mostrou difícil.

A faculdade dependia do apoio da empresa, porém os resultados não permitiram sua continuidade. A falência da empresa levou seus sonhos com ela.

Estes são alguns exemplos, dos muitos que poderiam ser listados.

Pessoas arrojadas poderão nos dar mil dicas que poderiam dar a estes fatos destinos mais interessantes, mas na vida, quantas vezes a teoria na prática é outra.

Imagine-se decidindo o campeonato mundial de futebol. Você vai bater o último pênalti. As cobranças estão empatadas.
O país inteiro tem certeza que seremos campeões, afinal você jamais errou uma cobrança na vida, e é o maior astro do nosso esporte.
Seguro, concentrado, afinal treina constantemente, parte para a bola. O silencio é aterrador. Sua concentração não permite notar absolutamente nada, a não ser o que vai fazer.
Em segundos o goleiro está estatelado em um dos cantos e em câmera lenta todos vêem a bola fazer uma curva e não entrar no gol!

Um milhão e cinqüenta e sete mil perguntas explodem em sua mente: o que aconteceu? Bateu errado? Chutou muito forte? Deveria ter chutado rasteiro?Deveria ter chutado no outro canto? Deveria ter chutado mais fraco? Escorregou? A chuteira era nova? Respirou errado? Não respirou? Tinha um defeito na bola? O vento “soprou diferente”? E assim seguem as perguntas em busca de uma resposta.

Um século depois, muitos ainda estarão em busca dos motivos que o levaram a errar o pênalti.

Cientistas, analistas esportivos, curiosos, humoristas, todos terão suas teses, mas e o motivo?

Quantas vezes já não lhe perguntaram: - O que houve? O que estava sentindo naquele momento? Sentia-se bem para a cobrança? Não deveria ter pedido para outra pessoa bater o pênalti?

Famoso, agora ainda mais, já deixara de ir a muitos programas, pois sabia que as perguntas seriam as mesmas!

Pensando bem, acho que tenho uma pergunta sobre isso: - O que é que aconteceu, de fato, para que a bola não entrasse?

Posso imaginar a resposta que receberei, mas vou ajudá-lo “nessa”.

Às vezes as coisas simplesmente não dão certo.

Às vezes há um motivo, às vezes milhares.

Uma das melhores propostas de emprego que recebi na vida, aconteceu quando eu terminava o colégio técnico. Passei em uma seleção na qual se envolveram milhares de jovens, mas existia um ponto com o qual eu não concordava: Não havia garantias que eu poderia cursar uma universidade no ano seguinte.
Seria enviado para um ponto no país, e esse local, na época, não me proporcionava esse acesso.

Quando recusei, meus amigos enlouqueceram, mas uma pessoa que sempre considerei sábia simplificou o processo.

Pediu que me sentasse a seu lado e disse: - Você é jovem e vai ficar imaginando mil situações que poderiam de alguma forma beneficiá-lo. O fato é que essas, dentro desse contexto, não existem.

Na vida, às vezes, algumas coisas simplesmente não dão certo.


Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo


Na vida, às vezes, algumas coisas simplesmente não dão certo.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Engenharia do futuro e o apocalipse

Podemos dizer que a engenharia é a ciência, transformada em profissão,  que desenvolve  e aplica os conhecimentos matemáticos, técnicos e científicos,  na criação, aperfeiçoamento e uso de  materiais ,  máquinas,  sistemas e processos,  para alcançar um objetivo ou desenvolver um projeto?
Certamente poderemos encontrar definições melhores do que esta, mas para nosso propósito vamos adotá-la.
Para tanto,  a engenharia tem reunido   conhecimentos  e especializações  no sentido de materialização, beneficiando a sociedade, com apoio  aos aspectos  economicos, saúde,  e agora com atenção também voltada ao meio ambiente.
As questões segurança e proteção estão na pauta do dia, em cada projeto pensado: pontes, prédios, estradas, alimentos, vestuários, veículos, equipamentos médicos, medicamentos...

Mesmo nas questões, até então românticas, como a salvação de espécies, por serem demasiadamente técnicas para uns e econômicas para outros, está a engenharia.

Para muitos, o lixo uma vez descartado longe de suas casas deixa de ser um problema, até que o cheiro, a fumaça e o risco de contaminação do lençois freáticos os atinjam.

Salvar baleias, golfinhos e tartarugas  deixou de ser tema apenas de ativistas e começa a ganhar a dimensão necessária.

A mensagem do planeta é muito simples: ”integre-se ou desintegre”.

Não acredita?

Tem idéia dos estragos que provocam um tsunami ou  um deslizamento de terras?

Bom, muitas catástrofes são provocadas por nossas ações impensadas e ocupações de áreas que deveriam ser protegidas.

Não é sem motivos que técnicos vistoriam diariamente e bombardeiam montanhas cobertas de neve, provocando pequenos deslizamentos para evitar grandes avalanches.

Ocorre que a degradação do planeta é muito grande, os estragos não são reversíveis.

Talvez, ao ouvir isso, você diga mais um pessimista, um  fatalista. Basta olhar em volta e observar algumas questões  as quais debatemos muito e fazemos pouco, ou quase nada, frente ao tamanho do problema.
Todo tipo de poluição só aumenta. A própria floresta amazônica chega a lançar mais poluentes em alguns momentos que retirá-los.
O Aquecimento global,  em mais alguns anos, no verão, deixará o polo norte sem qualquer indício de gelo.
Os reservatórios de água cada dia estão mais escassos.
Lencóis freáticos estão sendo contaminados, ainda que pouco sobre o assunto seja dito.
Animais, extremamente importantes para a flora, continuam desaparecendo.
Os oceanos morrem um pouco a cada dia.

O tema é extenso, cada tópico da um livro, uma tese.

A pergunta básica e simples de se fazer é a seguinte: por que o planeta precisa do homem?

Que falta faria o  homem se este desparecesse, como num passe de mágica?

Como seria a terra se nunca tivéssemos existido?

Ora, se não houver contribuição, o sistema trabalhará pela nossa eliminação. Não é o que faz o seu organismo com corpos estranhos?

Quanto mais feroz se tornar o planeta, mais dificil a sobrevivência.

Não é o resgaste da tese do fim do mundo no ano 2.000, nem a defesa das profecias de 2.012, apenas a visão de uma pessoa, privilegiada pelas fantásticas criações da engenharia, que por satélite, na tv, no celular ou na internet, se mantém informada e pode dizer com segurança que a engenharia do futuro não terá como função apenas o conforto e segurança do homem, mas fundamentalmente sua salvação!

Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo



Engenharia ambiental, um avanço necessário!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O pior atraso não é o tecnológico, mas o intelectual

“Já tentamos tudo, mas ninguém se importa.” Conhece essa frase?

Quando a questão não diz respeito às demais pessoas dá para entender, mas e quando isso os afeta, por que não se sensibilizam?

Encontramos pessoas jogando lixo nos bueiros, nas portas das próprias casas. Tem sentido?
Todos os dias vejo um sujeito, de cara fechada, varrendo sua calçada.  Tudo o que encontra é para lá que vai. A cara fechada tem um motivo: afastar os vizinhos para que não lhe chamem a atenção.

Um dia todos pagarão o preço. Por falta de tecnologia? Evidentemente que não, certo?

Preste atenção neste caso, você corre o risco de ter visto alguma coisa parecida:
Os concorrentes têm máquinas com velocidade oito vezes maior do que as desta empresa.
Enquanto ela processa oito, as outras processam sessenta e quatro. Os gestores não trocam os equipamentos por falta de capital? Não. Não trocam porque o foco não está nos custos, a culpa é atribuída à equipe de vendas que não sabe argumentar e só pede descontos.
A defesa é interessante: “não precisamos ampliar o mercado, neste momento, temos que recuperar apenas os clientes que perdemos!”
Ressalte-se que, dita com ênfase, a frase ganha a potência de um aríete. Isso sem contar com o plágio, atestando o potencial do equipamento obsoleto: “panela velha é que faz comida boa”.

Trocar os computadores para quê? Esses estão bons, ainda!
Um dia “pifa” o computador do patrão, ele pega o “PC“ da secretária e aos berros diz: - Como você consegue trabalhar com essa carroça? Troque essa porcaria!
Como sei disso?
Cheguei na empresa e havia na mesa da secretaria duas coisas diferentes. Um equipamento novinho e um belo sorriso.
Inocentemente, usei aquela óbvia e tola frase: - Que bom, trocou o computador!
Ela com um sorriso maroto respondeu: - Não, troquei a carroça!
Como sei?
Deixa pra lá, até o patrão sabe que a frase teve repercussão.  Todos brincam com ele dizendo que precisam de uma carroça nova porque o cavalo é jovem.

Treinamento? Pra quê, bobagem. No passado a gente aprendia na raça!
Sim, mas a raça mudou. Esta é raça da era digital.
O “rolete com os pinos”, que formava o desenho do tecido, não existe mais, agora é tudo no computador: “aquele equipamento que algumas pessoas costumam dizer que não são muito chegadas”.

Caixa eletrônico?
Não sei usar, vou para a fila.
Isso é problema tecnológico? Certamente que não!

Pagamentos nas empresas?
Pela internet, com integração sistêmica.
Ouvia um empresário dizer há pouco tempo: Não gosto desse sistema com os bancos. Gostava mesmo quando pegava as duplicatas e assinava.
Problema tecnológico?

Automatização dos trabalhos de captação de pedidos no campo, código de barras, celulares, o fax, quando surgiu, e tantos outros avanços tecnológicos foram e serão criticados, sem qualquer avaliação cuidadosa, por uma simples razão: falta de conhecimento.

Com isso sofrem as empresas, porque evolução só é possível quando se “educa para educar”. Esse é o caminho para geração de multiplicadores – pessoas informadas e conhecimentos repartidos.

É impossível ensinar aquilo que não se sabe.

Ocorreu, ocorre e ocorrerá a evolução das espécies.

O primeiro macaco não nasceu sabendo que poderia quebrar castanhas com pedra, e nem todos sabem. Em alguns lugares, não tem castanhas, em outros, pedras e em muitos, macacos com essa sabedoria.
Por isso, pouco adianta fornecer a eles a semente e a ferramenta se não sabem usar.

Muitos macacos não devem saber, mas há todo tipo de semente prontinha para comer nos supermercados. Evolução!

No mundo globalizado, onde recursos e conhecimentos estão à disposição de todos, e a competência que nos falta pode ser adicionada de inúmeras formas, o pior atraso não é o tecnológico, mas o intelectual.

Da gaiola, com conhecimento e tecnologia, o macaco administra o circo!

Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
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Twitter: @ivanpostigo
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Quando o macaco administra o circo!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Solidão, o preço da grosseria

Sábado à noite, em um dos belos teatros do nosso país, assistíamos uma peça, de rolar de rir.

O ator, sozinho no palco, desenvolvia vários personagens e disparava uma frase atrás da outra, que impedia conter o riso.

Na nossa frente, um senhor que achávamos iria explodir, tão vermelho estava. Dobrado, sentindo dores no estômago, chegava a soluçar de tanto rir.

O ator, muito jovem, mas já experiente, se aproximou mais e numa atitude provocativa dirigia a ele as piadas. Sua esposa só fazia sustentá-lo para que não caísse da cadeira. A cena, engraçada, envolvia a todos.

Em dado momento, o ator olha para platéia e vê uma garota, sisuda, que quase não ria e nem era contagiada pelos demais. As duas poltronas ao lado vazias. Ele, então, atrai sua atenção, e, após rápido diálogo, pergunta: - Sozinha?

Sem nenhuma palavra, ela acena com a cabeça que sim. Nesse momento o ator olha para o público e dispara: - Deve ser boazinha, não?

Riso geral, impossível conter. Pronto, a garota não riu mais até o fim do espetáculo.

Pois é, assim é!

Isso não significa que o ator tivesse razão, afinal solidão nem sempre se resolve com companhia. Ocorre que os sinais eram significativos.

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente profunda sensação de vazio e isolamento.

É a história do homem bem sucedido que tem a empresa e a chácara. Quando em uma quer estar na outra.

Na empresa os funcionários são uns pesos, na chácara os filhos uns chatos, a esposa aborrecida e os netos irritantes.

Assim, a grosseria alimenta a solidão. 

A grosseria e a solidão são irmãs gêmeas e não convivem bem.  Apesar da solidão não suportar a grosseria, esta insiste em acompanhá-la. Pouco se sabe de seus pais, ainda que muitas opiniões e lendas os cerquem.

Na família, não se dão muito bem com o primo riso que se casou com a bela alegria. Estes procuram agradar a solidão, mas evitam-na quando está acompanhada da grosseria.

Mesmo William Shakespeare não consegue torná-la mais agradável quando diz “se o amor for grosseiro com você, seja áspero com amor”.

Na próxima festa ou encontro observe: Quando encontrar a grosseria, certamente lá estará a solidão. Se a solidão estiver sozinha é porque conseguiu dar uma escapulida.

Qual a solução?

Buscar ajuda. Ninguém precisa viver assim e muito menos obrigar outras pessoas a conviver com isso.

É importante não confundir esse estado com estar sozinho.

Uma gaita, ainda que pequena, é uma excelente companhia para um músico. Que tal um livro, um filme, ou apenas o silêncio.

Um amigo costumava nos dizer: - O silêncio me enlouquece!

E nos contava o incômodo quando tinha que viajar e ficar longe da família, horas nas estradas, dias em hotéis.

Com ele aprendemos muito quando descobriu que não era o silêncio que o incomodava, mas sua voz interior.

Esta pode ser uma grande companhia ou nosso tormento. Depende como a alimentamos e como a satisfazemos.

Para o escritor uma caneta e uma folha bastam, ainda que áspera e grosseira!

Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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