Imaginar
modelos mentais não é difícil. Entender como se formam e explicá-los, definitivamente,
é um processo complexo.
Os modelos que
desenvolvemos e se consolidam em nossas mentes vêm de informações que nos são
passadas na infância, no desenrolar de nossas vidas e de experimentos que vivenciamos.
A ficção, por
anos a fio, nos é diz que os marcianos são extraterrestres verdes, vindos do
planeta vermelho. Portanto, se dermos a um grupo de pessoas folhas, lápis de
cor e pedirmos para que os desenhem teremos homenzinhos, homens altos, com
antenas, sem antenas, mas a maioria os pintará verdes.
Aquele que se
atrever pintá-los amarelos certamente causará espanto e provocará uma série de questionamentos.
Marcianos
amarelos fazem parte de nossos modelos mentais? Acredito que para a maioria das
pessoas não.
Coloque
pintores numa sala, de forma que não possam se comunicar, de frente para uma
janela com vistas para uma montanha, e peça que a retratem.
Findo o
trabalho, verá que um quadro será completamente diferente do outro, não pelo
que viram , mas pelo que experimentaram, sentiram, perceberam, conexões mentais
que fizeram, concluíram.
Esses modelos podem
ser analisados desde situações inocentes como a dos extraterrestres, às
questões mais complexas como recordes nos esportes a serem batidos ou transações
comerciais a serem feitas.
Quantas vezes
você presenciou pessoas resistindo a fazer uma ligação telefônica para falar
com alguma empresa, marcar uma visita, achando que não dará certo? Também,
certamente, já viu o inverso. Pessoas que pelas recusas poderiam ter desistido,
continuarem a insistir como se a palavra “não”, sobre elas, não tivesse o menor
efeito.
A primeira
desenvolveu um modelo mental de desconforto a segunda de possibilidade de superação.
Um grande
exemplo disso acontece com os recordes nos esportes. Um recorde pode durar
anos, mas uma vez batido será superado seguidamente até a próxima marca, onde
pareça imbatível, quando o processo se repetirá.
Isso faz lembrar
a história dos besouros, onde as leis da física dizem que estes, por sua
constituição, não podem voar, contudo eles não sabem disso e voam.
Uma forma
interessante de estudar os modelos mentais é observando a moda das roupas.
Esta em
determinadas épocas é bastante arrojada em cortes, cores, desenhos. A princípio
choca a sociedade, mas rapidamente é aceita. Anos depois, ao nos depararmos com
as fotos da época, rimos e nos perguntamos como pudemos usar aquilo!
Não quer dizer
que todos aceitem e usem os modelitos daquela estação, vamos encontrar pessoas
que não absorvem com facilidade as novidades e, na verdade, aumentam a rejeição.
A capacidade de
experimentação, absorvendo ou rejeitando posteriormente, nos prepara para
conviver com novas idéias, novos conceitos, sucesso e fracasso.
Um aspecto
importante nas nossas vidas, que nos ajuda na evolução como pessoas e profissionais,
é a disposição de testar e questionar nossos modelos mentais.
Nossas experiências,
nossos sucessos e fracassos nos levam às convicções e crenças que não são
necessariamente verdades, portanto testá-las é fundamental para que possamos reafirmá-las
ou refutá-las, uma vez que estas guiam nossas decisões.
Você como empresário,
como gestor, ajudou no desenvolvimento de uma cultura na empresa, fruto de seus
modelos metais, que ao mudarem, ao sofrerem transformações, podem entrar em
choque com suas idéias, determinações, gerando debates, discussões e conflitos.
Ser bem
sucedido em um projeto não depende de se obter unanimidade de conceitos, mas é
fundamental entender como estes se formam, e isso está ligado aos nossos
modelos mentais.
Estes podem ser
parecidos com os de nossos pares na empresa, nunca idênticos, mesmo que a
diferença seja uma leve variação no tom do verde do nosso marciano.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo
ipostigo@terra.com.br
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