Todos os profissionais têm alguma contribuição a dar às suas
empresas, embora nem sempre isso aconteça.
Alguns são contratados e apresentados com grande euforia, foram
muito bem recomendados, têm excelentes referências, contudo seus desempenhos
deixam a desejar.
Analisando o histórico profissional destas pessoas veremos
que estiveram engajados em projetos de sucesso e interessantes.
Por alguma razão, nem sempre facilmente identificável, não
conseguem atuar com a desenvoltura e competência esperadas.
Essas estrelas apresentam características interessantes e
mesmo processos cuidadosos de seleção podem não retratá-las com fidelidade.
Encontraremos algumas opacas, outras sem brilho próprio, mas
que refletem toda luz projetada sobre elas, e as que naturalmente iluminam os
ambientes por onde passam.
Juntá-las e posicioná-las para maximizem a projeção de luz
sobre os projetos da empresa é um trabalho para especialistas.
Estrelas tímidas e aquelas cujos egos são exacerbados podem
resolver não brilhar ao se sentirem ameaçadas. Outras podem se recusar a
projetar luz, evitando que algumas brilhem, uma vez que percebam que estas só o
fazem induzidas.
Não é incomum encontrarmos brilhos emprestados sendo
reconhecidos como próprios.
Manter estrelas opacas e posicioná-las entre as que têm
brilho próprio e as que tomam emprestado, pode ofuscar os ambientes. Por outro
lado, estas assentadas em torno das demais podem ajudar a reter o brilho
gerado.
Um dos requisitos para o sucesso de um gestor é a habilidade
para tratar com pessoas, permitindo que dêem suas contribuições, sem inibir
seus pares e comandados.
Ambientes altamente competitivos apresentam equipes fortes,
com grande desenvoltura para estruturação e consolidação de projetos, criando o
futuro das organizações onde trabalham, mas também podem levá-las ao fracasso
total.
Posicionar as estrelas de forma que emprestem e reflitam o
brilho no ambiente é uma das mais complexas tarefas dos responsáveis por
comandar equipes.
Estrelas sentem necessidade de brilhar, quer com brilho
próprio ou emprestado, quando isso não acontece partem em busca de locais mais
propícios.
Ao contratá-las, os gestores precisam ter domínio das estratégias
que pretendem implementar, e estarem cientes de que as estratégias inovadoras e
agressivas raramente são propostas por profissionais satisfeitos com o status
quo, e que isso incomoda os determinados e que têm planos pessoais e
profissionais ambiciosos.
Não são apenas os equipamentos que estão ficando rapidamente
obsoletos, organizações estão sendo superadas com uma velocidade
impressionante.
Uma das máximas em gestão é: “Torne sua empresa obsoleta antes
que alguém o faça!”
Antecipação da obsolescência é um processo que pode gerar
sérios conflitos em gestão, justamente por alterar a zona de conforto.
Qual gestor que ao escalar seu “Himalaia” não quer ficar um
tempo sentado no topo, observando a paisagem, sem que ninguém o incomode?
Por que aceitar que estrelas brilhem à sua frente, muitas
vezes dificultando sua visão, enquanto que a única coisa que ele deseja naquele
momento é contemplar suas conquistas e o mundo a seus pés?
No mercado competitivo, os buracos negros não roubam preferencialmente
o brilho das empresas lentas, muito menos das mais rápidas, mas das negligentes
e das distraídas.
A visão e missão da empresa, declaradas e exercitadas,
estabelecem a liberdade e restrições ao esplendor das estrelas.
Como dizia Ben no filme “Como perder um homem em 10 dias”: -
Frost. Frost yourself!
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
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