O homem sempre se reuniu em torno de uma ideia. Ah, se as
fogueiras falassem!
Estas sempre foram testemunhas da criação, fortalecimento e
dissolução de sociedades.
Em seu entorno, ainda batem-se os tambores da guerra e da
paz!
Uma nova dança, uma nova música, um jeito diferente de
construir um arco e flecha, um novo tambor, uma armadilha, uma técnica de caça,
de defesa, de ataque, de navegar, de plantar, de fazer escambo, de evoluir...
Nos grupos há os que sabem e os que usam. Os teóricos e os
práticos.
A informalidade, a experimentação, o “descompromisso” com
resultados tornam as sociedades do conhecimento inovadoras, criadoras e revolucionárias.
Estas surgem por interesses e desaparecem por esgotamento.
Por que são informais?
Por que as pessoas são ligadas por problemas e busca de
soluções. Pelo conjunto de conhecimentos se atraem para adicionar competências.
Modelo de competência
Como modelo, para exercício de formalização, este tem como
parâmetro as soluções que são esperadas dos integrantes e interessados. Por
exemplo, como vendedor, o que o seu cliente espera de você?
O modelo estabelece o
mapa de competências
O que, como interessados, os integrantes precisam saber para
levar em frente seu projeto?
Comunidade da prática
As necessidades reúnem em torno da fogueira os detentores do
conhecimento e desenvolvedores de aplicações para tirar dúvidas, partilhar
experiências, em busca de novos saltos operacionais.
Como as pessoas
aprendem?
O aprendizado não é formal, dirigido, isolado e individualizado,
mas, como exercício em sociedade, é partilhado por grupos. A informação é
captada e propagada sem restrições.
Forças de atração de
grupos que aprendem
As forças de atração não são intencionais, mas espontâneas.
São geradas por temas, poder de cooperação, sondagem e ensinamentos
para adição de competências para exploração e solução de questões complexas.
O poder da informalidade
Grupos criminosos tem incrível capacidade para criar
artifícios e argumentos, com espantosa agilidade, que o estado formal, preso à
regras e estrutura rígida, não consegue combater.
Nesses casos, a velocidade da informação é resultado da
informalidade, aspecto que no modelo formal impede o soldado raso de alcançar o
comandante com a solução, não importa quão genial possa ser.
O poder da informalidade, inovador e revolucionário, alcança
a ciência, arte, música, esportes, apreciadores de bebidas, charutos, fãs de
jogos de cartas, chás, mestres cucas, pescadores, onde um objetivo existir.
Sua longevidade dependerá das pessoas, que permanecerão
enquanto tiverem algo a contribuir e a aprender.
Barreiras que a
informalidade derruba
A informalidade é um aríete, que se choca violentamente
contra portas e muros do preconceito, e que impede:
- Restrição à divulgação das informações e descobertas;
- Proibição do uso e aplicação dos conhecimentos;
- Ação das sombras da desconfiança;
- Disseminação dos conflitos entre pessoas por discordâncias. Não há nenhuma obrigação de aceitação de ideias;
- Divergência por crenças e valores;
- Conflitos por visão e missão;
- Obrigação de convergência;
- Restrição ao livre exercício de opiniões e pensamentos.
Rock é Rock. Que
rolem as pedras!
Tanto Beatles como Rolling Stones podem fazer seus sons e
ter seus adeptos.
Nas organizações, os consultores têm papel fundamental. Fertilizam
os solos, mas não interferem no crescimento dos campos. Dessa forma, podem atuar de modo informal nos
grupos de conhecimento e prática, potencializando o desenvolvimento e aplicação
do capital intelectual.
Sabedoria e aplicação
do poder das sociedades informais do conhecimento
Nas sociedades informais do conhecimento, o produto não será
aquilo que você deseja, mas o que estas podem oferecer pelo seu foco.
Atritos gerados pelo
poder das sociedades informais do conhecimento
Nas empresas, os atritos podem ocorrer porque o fundamento
da ocupação destas sociedades pode colidir com os fundamentos do modelo de gestão
da organização.
A empresa precisa vender mais ou melhorar o produto azul,
enquanto o grupo tem seu foco no amarelo. É comum que as discordâncias
provoquem a debandada e o grupo siga para o mercado.
Há muitas histórias de formação de novos empreendimentos por
migração total ou parcial de sociedades informais do conhecimento.
Queiramos ou não, gostemos ou não, incentivemos ou não,
assim caminha a humanidade em torno das grandes fogueiras!
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
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Skype: ivan.postigo
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