terça-feira, 31 de maio de 2016

Oportunidade, potencialidade e performance

Há uma frase que dificilmente alguém não usou: “Tinha tudo para dar certo, mas deu errado!”

Pode ser uma observação sobre uma viagem, confecção de um bolo, em relação ao destino de uma pessoa ou sobre uma empresa, que será o nosso tema.

Oportunidades à vista, condições favoráveis, mas resultado frustrante. Como avaliar a questão tecnicamente?

Podemos encontrar nessa situação organizações consolidadas, algumas constituídas para explorar um determinado segmento de mercado, empresas em rápido crescimento, que sofrem um revés. Enfim, os exemplos são diversos.

A afirmação pode também ser lida no sentido inverso: “Tinha tudo para dar errado, mas deu certo!” Nestes casos parece haver um toque de genialidade.

Voltando ao final da segunda guerra mundial, dificilmente alguém apostaria que o Japão se tornaria uma potência, pois uma ilha com poucos recursos, saindo destroçada do conflito mundial, completamente dependente de ajuda, não encontraria oportunidades claras. E pior, não mostrava potencialidade. O que possibilita sucessos como esse?

Definitivamente a dinâmica dos três fatores mencionados no título.

Quem está acostumado a avaliar projetos, está sempre verificando as oportunidades para se assegurar de seu sucesso. Por exemplo:

Estudamos o mercado comprador, analisamos a concorrência, consultamos o mercado quanto ao fornecimento da matéria-prima, avaliamos diversos tipos de maquinários e ferramentais, observamos o pessoal que será contratado, os turnos na fábrica, calculamos os custos, averiguamos as disponibilidades financeiras, as fontes de financiamentos, calculamos as taxas internas de retorno (TIR) e o tempo de retorno (Payback).

A princípio nenhuma razão para dar errado, certo? Errado!

Considerando que o estudo foi feito de forma exaustiva e consciente, é necessário garantir a sua execução, de ponta a ponta. Dois aspectos têm que ser observados: potencialidades e performance.

Potencialidades têm que ser desenvolvidas e aprimoradas, esta é a base da performance.

É impressionante o número de empresas que encontro desenvolvendo projetos, sem que na sua execução façam o efetivo uso do cronograma. Ferramenta de enorme utilidade, que mostra o que tem que ser feito, quando e quem deve fazer.
Data perdida gera uma quantidade infindável de prejuízos para a empresa, como aumento de custos, atrasos nas entregas, cancelamento de pedidos e conflitos internos e externos.

Meses passam e muitas empresas que não estão obtendo os resultados esperados não terão muitas chances de reverte a situação, uma vez que não estão conseguindo projetar e planejar o futuro.

Esta é uma situação em que a performance indica que há necessidade de melhoria das potencialidades para observação das oportunidades.

Entusiasmo, comprometimento, dedicação, superam muitas vezes as deficiências nas potencialidades e criam as oportunidades.

É comum tratarmos de performance pensando no chão de fábrica, na execução dos produtos, nas entregas, no desempenho da equipe de vendas, sem uma visão clara de futuro.

As oportunidades de mercado podem ser atendidas ou criadas, como dizia Akio Morita.

Uma potencialidade pode ser desenvolvida na empresa com treinamento ou agregando competência com a contratação de especialistas.

O sucesso de um produto começa na observação de sua oportunidade, passa pela avaliação da potencialidade da empresa em fabricá-lo, vende-lo e entregá-lo e se consolida com o comprometimento com a performance.

Esse processo de conscientização deve ser levado por toda organização, de forma que cada pessoa saiba o que está fazendo e por quê?

Caso sua empresa forneça componentes para clientes diretamente na linha de montagem, atendendo a um contrato que estabeleça multa por atraso, você deve ouvir com frequência: “Temos que atender os prazos, eles não podem parar!”.

Na realidade a frase deveria ser: “Nós não podemos parar!”.

Lembre-se sempre: Suas oportunidades, sua potencialidade, sua performance, seu sucesso. Ou não !

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo

Skype: ivan.postigo

Como estão as oportunidades, potencialidades e performance em sua empresa?


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Batam as asas que movem os pesados corpos!


Asas de beija-flor, corpo de elefante

Olhando a história do mundo, veremos povos que alcançaram maior desenvolvimento econômico que outros.

Alguém poderia dizer: - Essas nações tiveram mais acesso à recursos ou oportunidades, e , nesse sentido, listar uma série de vantagens.

Não é difícil derrubar esse argumento: - O Japão ai se enquadraria?

O que permite o desenvolvimento são informação e cultura.

Há um fino fio com o qual se constrói a sua malha. Sua resistência será tanto maior quanto maiores qualidades lhe forem adicionadas.

A experiência positiva com o desenvolvimento leva às pessoas conforto, saúde, segurança, que as motiva a seguir em frente em um processo de aprimoramento, mas também, como se o futuro já estivesse garantido, a atitudes negligentes.

Informação e cultura contribuem significativamente para formação do caráter das pessoas.

Essa afirmação pode ser contestada, como se caráter fosse algo imutável e tivéssemos isso no nosso DNA.

Caráter tem a ver com os traços psicológicos, o modo de ser, de agir, de sentir dos indivíduos que se formam com as experiências vividas.

Informação permite uma avaliação mais criteriosa da situação.

Informação gera curiosidade, provoca a especulação e desejo de mudança.

O caminho inverso também foi e será percorrido por muitos povos.

A concentração do conhecimento nas mãos de poucos, por questões de segurança e interesses políticos, leva a derrocada.

Peguemos um exemplo para reflexão, situação que todos vivenciamos: os grupos de trabalho na escola.

Uma classe, com os mesmos recursos e professores, sem qualquer diferença de orientação, podendo consultar livros amigos, colegas, quando a tarefa é em grupo os resultados são completamente diferentes.

Teremos trabalhos maravilhosos e alguns que sequer merecem comentários.

Note que aqueles que se deram muito mal poderiam ter consultado os colegas que foram muito bem.

Para avaliar o ponto de desvio, façamos uma reunião com cada grupo, dividindo a atenção em duas etapas: vamos ouvi-los sobre a concepção do projeto e sobre a execução.

Quando tiver oportunidade faça esse exercício. As surpresas serão enormes.

Não são poucas as ocasiões em que grupos que tiveram um desempenho sofrível, em mais de um projeto logicamente, apresentaram idéias muito mais interessantes do que aquelas dos grupos que se saíram bem.

A dificuldade residiu na execução.

Transporte esse raciocínio para a sua empresa e fará descobertas surpreendentes.

Somos rápidos para pensar, imaginativos, lentos para desenvolvimento e materialização.

Esta situação pode ser observada em momentos de desenvolvimento, quando os recursos são abundantes.

Nas crises, a questão execução realmente acaba prejudicada.

Isso lhe parece lógico?

Bom, mas não é!

Soluções fantásticas surgiram em momentos de grandes dificuldades, quando uma mente privilegiada encontrou um grupo de abnegados.

A rápida mente, com as asas de um beija-flor, é capaz de colocar em movimento o pesado corpo, que com a força de um elefante derruba as barreiras.

Nesse momento, a informação que conduz a criação se une à cultura da transformação para materialização.

Isso costuma ser chamado de progresso.

Ora, então que batam as asas que movem os pesados corpos.


Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo



O vendedor evangelista e a fé corporativa

Aspectos importantes, mas nem sempre tratados com o devido cuidado, são  a declaração de missão da empresa e sua propagação.

Vender não significa apenas trocar nossos  bens, foco de negócios, por dinheiro, afinal o objetivo não é realizar uma única operação. É a repetição que garante o sucesso. Não fosse assim bastaria colocar nossos produtos em consignação ao alcance do público e tudo estaria resolvido.

Não faltam exemplos de gestores que se deram mal com essa operação, pois o revendedor ao notar que não teria resultados favoráveis não se interessou em continuar os negócios. Não só a consignação pode ser um desastre, como também a venda forçada.

Uma frase que considero que resume bem essa situação é a seguinte: “Todos os cogumelos são comestíveis, alguns uma vez só”. Acredito que, como gestor, esse não é um risco que você está disposto a correr!

Seus colaboradores e, principalmente, seus vendedores, precisam de uma visão clara da missão da sua empresa. Esta é a mensagem que eles levarão ao mercado.

Disse mensagem, propósito, compromisso, não uma frase afixada em um quadro na parede da empresa, ainda que escrita em letras douradas, que pouca utilidade tem.

Uma mensagem que seja incorporada por todos, que não necessite ser decorada para as reuniões de auditoria da ISO.

Note que evangelho quer dizer coisa tida como certa, norma, doutrina.

Se você a tem, esse será o evangelho da sua empresa.

Se não a tem, responda: Por que uma pessoa compraria seus produtos com tantas ofertas no mercado?

Um dia, em um debate, ouvimos: Nossos produtos têm “estrela”!

O presidente pouco satisfeito disse: - Ora, então precisamos fazê-la brilhar mais! 

O mercado para os produtos é como o céu para as estrelas. Quando não há nuvens todas brilhas, poucas se destacam. Quando está encoberto percebemos apenas as de primeira grandeza.

Quando o único argumento for a estrela, é melhor se certificar quantos vêem o brilho.

Não faltam gestores festejando o lançamento de catálogos como panacéias para o aumento de vendas, sem se dar conta de que este ficará junto com outros dez, quinze...
Um argumento necessário, mas não suficiente.

A proposta de negócios de sua empresa deve ser motivadora para que seu vendedor seja um evangelista, propagando-a.

Um dos pontos fundamentais é que ele tenha fé na corporação.

Corporação é uma palavra forte e transcende o conceito de empresa e organização.  Corporação significa associação de pessoas do mesmo credo. Esta associação se dá ao abraçarem a visão que determinou a missão, e que está alicerçada por crenças e valores.

Recebemos há algum tempo um e-mail que nos dizia: Esses assuntos visão, missão são bobagens!

O que transforma a visão em missão é a fé e esta não pode ser explicada.  Fé é algo que o coração sente e a mente não explica.   

Uma corporação cresce com:

Liderança, aprimoramento do processo de condução e obtenção de novos seguidores;

Reflexão para melhoria do processo e dos benefícios oferecidos;

Desenvolvimento da capacidade de ouvir para entendimento das necessidades e expectativas;

Criação de formas e meios de propagação da visão;

Treinamento para alinhamento dos discursos e propagação correta da visão;

Renovação de conceitos para atender novas expectativas;

Inovação do processo para manter viva a visão e missão.

Seguidores creem o que creem os seguidores. Esse é o sucesso em muitos campos, inclusive na moda. A perpetuação não está no simples elo, mas na corrente.

Transforme sua empresa em uma corporação, divulgue incessantemente sua visão e missão e seus colaboradores se tornarão vendedores evangelistas.

O sucesso depende apenas de um pequeno detalhe: Você tem fé?

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
ipostigo@terra.com.br
Twitter: @ivanpostigo


Como vai sua fé corporativa?