Alguém se lembra como era o mundo antes da internet? Interessante,
parece que ela sempre existiu!
Você, utilizando a rede com assiduidade e intensidade, não é
capaz de imaginar que esse extraordinário recurso está ai há tão pouco tempo e
ocupou a vida das pessoas definitivamente.
Das pesquisas escolares às cientificas, tudo passa por
consultas à rede. Realmente um novo ambiente, um novo mundo, e virtual.
Terceira, quarta, quinta, que dimensão é esta?
Há alguns anos, a informação passava pela aquisição de
livros, apostilas e as fotocópias, tão combatidas, além das aulas. Hoje a
disponibilidade é fácil e farta. Cresceu em escala geométrica.
Quando você se interessa por algum assunto precisa telefonar
para alguém, ir às bibliotecas, pedir material emprestado? Talvez algo
específico, recomendado. Para uma primeira abordagem e contato com o assunto
basta entrar na rede e fazer uma pesquisa. Encontrará não só informações como
opiniões.
Paralelo a esse fato, denominado internet, as pessoas têm
mais acesso a cursos técnicos e faculdades. Reúna os dois e estará
possibilitando, a estas, condições de uma preparação profissional mais
adequada, pelo menos no sentido do aculturamento.
Perícia, destreza, habilidade, capacidade de aplicação dependem
de exercício.
É importante separar os conceitos de educação e treinamento.
Educação engloba ensinar e aprender e treinamento o desenvolvimento de
habilidades pela repetição. Posso perfeitamente saber tudo sobre música, sem
que tenha habilidade para tocar um instrumento por não praticá-lo.
Os jovens, hoje, são mais esclarecidos e desinibidos que os
de algumas décadas e têm farta informação. A mobilidade também é grande, muitos
dirigem e têm seus próprios veículos. Quando não, utilizam os dos pais e de
amigos.
A capacidade de se expressar e os meios para se comunicar
são bastante desenvolvidos, então por que enfrentam dificuldades para colocação
no mercado de trabalho?
Na opinião de muitos jovens não há vagas, em contraposição
as notícias: “Sobram vagas e não há qualificação!”
Há um nó a ser desatado, não há?
Em um fórum poderíamos debater o que precisa de
aprimoramento:
- A vaga ou o profissional?
- O entrevistado ou o
entrevistador?
Qualidade estabelece uma relação direta com valor. Produtos
Premium estabelecem valores Premium.
Temos que lembrar que contratamos serviços e não pessoas. Aquelas
com maior potencial para oferecer serviços de qualidade estarão nas empresas
onde o conjunto – salários mais benefícios – forem recompensadores. É a lei da
oferta e da procura.
Isto ainda não responde a questão: por que temos farta
informação e baixa qualificação?
Sobram informações e faltam informados? Sobram entendidos,
falta entendimento?
Excedem as leituras, não há leitores?
A pergunta é simples e deve ser feita por gestores e
candidatos: que oportunidades estão disponíveis, quais as carências a serem
supridas, como supri-las e em quanto tempo.
O mercado “aposenta” cedo demais profissionais experientes, ao
mesmo tempo que procura “estagiários com experiência”.
Essa troca prematura, sem preparar substitutos, leva as
empresas à deficiência organizacional que provoca perdas com desperdícios,
erros e com oportunidades não observadas e exploradas.
A contratação de profissionais com baixa qualificação, por
conta de baixos salários, cria administrações não só precárias como sofríveis.
Lamentavelmente seus gestores não se dão conta do alto custo
dessa administração barata!
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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