Grandes e inovadoras ideias nascem em pequenas empresas e na
periferia, por duas razões básicas:
1) Seus
gestores estão mais próximos da realidade, onde as coisas acontecem;
2) O
medo do erro, grande empecilho da criatividade, é menor.
Na pequena empresa, idéias e informações fluem com rapidez e
são aceitas ou criticadas sem burocracia e encontros formais, alimentando o
processo de criação.
A tese do ócio criativo não defende ficar sem fazer nada,
mas desligar-se momentaneamente das atribuições rotineiras.
Isso é possível em organizações menores, onde a polivalência
e certa informalidade nas funções é administrável.
É verdade que essas empresas mantêm certo caos, com razoável
possibilidade de administração.
Por serem pequenas permitem uma rápida ação dos bombeiros de
plantão, ainda que paire no ar certa tensão.
O que permite essas empresas competirem e sobreviverem é
justamente a veia criativa que as tira do lugar comum.
Por outro lado, o que coloca um fim nessas empresas é o fato
de serem adquiridas por empresas maiores, interrompendo essa dinâmica.
Inibem justamente o talento que adquiriram, mas não
adicionaram.
É como comprar uma mina de diamantes e desenvolver pedras
artificiais semelhantes para competir com estes.
O gestor na pequena empresa tem mais chance de descobrir o
que sabe, uma vez que é colocado à prova a todo o momento.
Na grande empresa, quanto mais alta a posição, mais distante
do problema estará o gestor.
O problema que chega, quando chega, está deformado e segue
cheio de recomendações.
Criatividade é o exercício de encaixar peças. Velhos e novos conhecimentos, memória,
imaginação e atrevimento são os componentes da criatividade.
A associação de idéias e sua materialização produzem soluções.
Algumas dirigidas, outras acidentais. Estas,
retratadas como serendipty, descobertas ao acaso.
A criatividade não só atende necessidades do homem, como
cria outras para serem atendidas.
Celular, Ipad, Twitter são necessidades criadas, que a tecnologia
visa atender.
Criatividade não pode ser ensinada, apenas estimulada.
Ainda que fizéssemos um concurso com todos os habitantes do
planeta e reuníssemos os quatro rapazes mais talentosos não teríamos de volta
os Beatles.
Poderiam fazer muito sucesso, até mais que os meninos de
Liverpool, mas jamais seriam comparáveis. Quem sabe suas músicas não cairiam
mais no gosto dos jovens de hoje?
Num mundo em constante mutação, praticamente em todas as
áreas, só a criatividade mantém viva uma organização.
A incapacidade não só de criar, mas de se adaptar às
mudanças, põe fim a empresas e carreiras.
Gestores novos têm negligenciado a intuição, acreditando que
o conhecimento a supera.
Isso é um grande erro. Intuição é gerada pela experiência,
que é resultado do conhecimento, sua aplicação, erros e acertos.
A capacidade de questionar, sem aceitar conceitos por
precipitação, tem criado gênios.
As histórias de aventureiros e descobridores mostram como é
importante sair do próprio ambiente para aprender e notar as diferenças. Não
podemos agir como os peixes que não notam a água por onde nadam!
O que é inovação em gestão, a busca e uso do desconhecido?
Não, é a pesquisa e aplicação de soluções efetivas para
superar dificuldades. Em alguns momentos podem ser inéditas, mas não
necessariamente.
A velocidade de criação, venda e obsolescência de produtos e
ideias marcam os caminhos das empresas do futuro.
Empresas criativas nem sempre se perpetuam, mas enquanto
concorrentes são terríveis competidoras.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660/ (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
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