Teses sobre sucesso profissional e pessoal afirmam que se
você não está trabalhando para você, está trabalhando para alguém.
Ora, se está trabalhando para outra pessoa está se dedicando
ao enriquecimento desta e não do seu próprio patrimônio.
Vamos dar a essa tese um pouco de crédito, contudo alguns
aspectos devem ser observados.
Não são todas as pessoas que têm perfil empreendedor e se
sentem bem como empresários. Muitos têm aversão ao risco, fator inerente a quem
explora qualquer segmento de negócios.
A obsolescência, neste momento, atinge todas as áreas no
mundo, de produtos a conceitos.
Hoje, não demoramos muito para aceitar que a “terra é
redonda” e nem enviamos para a fogueira quem tem idéias extravagantes. Ao
contrário, estas têm produzido fortunas.
Basta ver as redes sociais na internet e o comércio
eletrônico.
Profissionais em áreas que exigem extrema especialização podem
receber rendimentos maiores do que conseguiriam em qualquer ramo de negócio que
pudessem explorar. A tese do “Você S.A.” é cada vez mais válida.
Uma pequena mudança de conceito de trabalho pode fazer
enorme diferença na sua vida.
Quando você não “se emprega”, mas “emprega o seu trabalho” sua valorização costuma ser muito maior.
Claro, isso cobra um determinado preço e mobilidade, nesse
caso, pode ser fundamental.
A oportunidade pode não estar na sua cidade e mudança de
residência pode ser necessária, porém se a sua área de especialização está
distante é para lá que terá que levá-la. Caso queira ter sucesso.
É pouco provável que seja bem sucedido como engenheiro naval
vivendo nas montanhas, a não ser que consiga desenvolver uma forma de oferecer
seu trabalho.
Nasci e cresci numa agradável cidade do interior, mas a área
que escolhi para estudar me levou para uma região distante.
Formado, as oportunidades me afastaram ainda mais do meu
local de nascimento, me trouxeram de volta, pouco tempo depois me levava embora
novamente.
Sou uma pessoa disposta a correr risco. É verdade que já
perdi noites de sono.
Todas valeram à pena, me ajudaram a encontrar boas soluções,
ainda que para problemas bastante sérios.
Já fui executivo, com carteira assinada, hoje tenho minha empresa.
Como executivo comprei, vendi e fechei empresas. Fechá-las é
uma experiência dolorosa.
Aprendemos muito com isso, mais sobre as pessoas do que
sobre técnicas, mas ninguém sai sem cicatrizes.
Como consultores, atividade a que me dedico, somos desatadores
de nós. Muitos criados pela incompetência, descaso e negligência de
empreendedores e gestores. Verdadeiros “Nós Górdios”!
Brasileiros, temos a cultura da gestão da dor. Assim, nos receitam
fartas doses de esperança, acreditando que esse medicamento não tem contraindicação.
Ledo engano!
Você faz check-up todos os anos para saber como está sua
saúde?
Muitos dirão: - Para que, não sinto nada?
Pronto, quando doer você procurará um médico certo?
Certo, entendi seu raciocínio, mas você, como empresário ou
gestor contratado, como avalia a dor da sua empresa?
Às vezes é muito difícil constatá-la, pois está mascarada
pelo analgésico do excesso de crédito.
Vejo, com grande freqüência, empresas com o futuro cada vez
mais comprometido e seus gestores afetados por um processo de letargia.
Não há sinais de reversão das perdas e indícios de melhoria
da situação econômica e financeira. Assim permanecem.
O medo do risco de novos desafios também impede os gestores
contratados de buscarem oportunidades e ficam a espera de um milagre.
Observe que a sua determinação em não aceitar um futuro
medíocre poderia, inclusive, mudar os rumos da empresa na qual trabalha.
Frente a uma situação como essa cabe uma reflexão:
Ruim não é trabalhar para enriquecer os outros, mas empobrecer
junto.
Assim como fez Alexandre “O Grande”, a decisão quanto a desatar esse “nó” cabe
apenas a você!
Ivan Postigo
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660
/ ( 11 ) 99645 4652
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