As empresas são criadas pela
vocação de um ou mais empreendedores e disposição de correr riscos, em busca de
um retorno financeiro substancioso.
Todas as empresas podem crescer. A evolução está diretamente ligada ao preparo
de seus gestores quanto a capacidade de entender o processo sistêmico dos
negócios, disposição para delegação e adição de competências, contratando
profissionais tecnicamente preparados.
Numa escala menor, podemos
comparar com os nossos trabalhos em grupo nos anos de escola. Por ai iniciamos
o aprendizado do desenvolvimento de projetos.
Numa equipe, nem todos tem
vocação para criação e coordenação de tarefas. Vamos encontrar trabalhos bons e
ruins, os que tiveram notas baixas são equivalentes àquelas empresas que o mercado excluiria.
Nas nossas organizações, podemos
identificar quem tem vocação para comando de equipes e pessoas que, ainda que sejam
bons profissionais, não tenham habilidades para agir sob pressão e queda para
gerenciamento.
É importante entender que não existe
empresa com vocação, mas pessoas e grupos que tem vocação para trabalhos arrojados
e para enfrentar riscos. A empresa, como figura, jurídica nada faz.
É muito comum encontrarmos
dirigentes bem sucedidos, que sentem enorme desconforto com o volume de
negócios que o crescimento da empresa os obriga a enfrentar. Não raro, encontramos pessoas tomando medicamentos,
fazendo terapias, aos gritos pelos corredores ao menor desvio dos planos ou por
terem dificuldades para entender a nova
realidade.
Por outro lado, há gestores que
não se ressentem tanto da complexidade e têm brilho nos olhos, característica
fundamental para impulsionar a empresa em busca de oportunidades.
Tenho visto muitas organizações crescerem
e seus gestores se perderem, mais no gerenciamento dos problemas internos do
que nas questões externas e mercadológicas. Vendem e são incapazes de atender os prazos de
entrega. O que os leva a serem excluídos do mercado são os problema internos,
gerenciados de forma inadequada.
As horas para um gestor bem
sucedido são as mesmas que para um mal sucedido, afinal um dia tem 24 horas.
Como podemos aumentar o número de
horas para tratar dos problemas da empresa, visto que o crescimento os
multiplica?
Fazendo exatamente aquilo que tem
sido ponto de maior resistência de muitos gestores: Delegando e implantando
sistemas informatizados, de fato.
Os sistemas informatizados
agilizam sobremaneira os trabalhos operacionais, e têm banco de dados que podem
rapidamente suprir os dirigentes com informações para tomada de decisões. Contudo,
muitas organizações exploram menos de 50% de seus recursos.
Normalmente, encontramos as áreas
da controladoria (contábeis e financeiras) bem estruturadas, com bom uso do
sistema, até por força das obrigações bancárias e legais, mas áreas comerciais e,
principalmente, fabris deficientes.
Uma das grandes dificuldades das
empresas é a implantação do sistema para gerenciamento do PPCP (planejamento,
programação e controle de produção), elemento vital no processo de organização
fabril. Sem um bom planejamento, a programação da fábrica será deficiente e o
atendimento aos prazos prejudicados, sendo este um dos principais fatores que
dificultam da manutenção do sucesso alcançado.
As empresas, à medida que crescem,
desenvolvem mais atividades e se tornam mais complexas. Fabricam e vendem um
volume maior. Necessitam,
consequentemente, que o processo de delegação seja aperfeiçoado, pois os
acontecimentos geram mais debates e conflitos.
Uma frase que ouvi muitas vezes: “A
empresa é como um leão, enquanto pequeno é divertido e fácil de ser controlado,
quando cresce nos devora”.
Você que tem sua empresa em
franco crescimento, mais do que saber tratar sua fera, terá que aprender a
domá-la.
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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