Empregos, condição necessária para o desenvolvimento de um
país.
Emprego, não apenas como fato jurídico que configura a prestação
de serviço de uma pessoa à outra, de forma contínua e remunerada.
Essa condição deve fazer parte do conceito maior, definido
pela palavra emprego: Aplicação.
Aplicação dos recursos materiais, financeiros e intelectuais
para desenvolvimento tecnológico que ofereça à população uma vida digna,
próspera, saudável e segura.
Para isso, essa população precisa estabelecer sua
identidade. Aspecto que permite a criação de sociedades - conjunto de pessoas que compartilham propósitos,
gostos, costumes, e interagem com interesse comum.
Sociedades que comungam de uma visão, compartilham crenças e
valores e abraçam uma missão.
Sei que esses pontos costumam ser negligenciados e tratados
como questões puramente teóricas, mas também vejo que passam a receber atenção
quando “águias, tigres, dragões e agora os civets” invadem nosso território,
com seus produtos e nos tomam os empregos.
Ora, poderíamos montar todas nossas fábricas no exterior e
vender nossos produtos no mercado local, não poderíamos?
Claro, podemos fazer qualquer coisa, a questão se resume a
ato e consequência.
A melhor definição para essa situação é aquela que demonstra
que todos os cogumelos são comestíveis. Alguns, uma vez só!
Em uma reunião, quando debatíamos as vantagens e risco de
levar uma unidade para a China, ouvimos de um dos participantes a seguinte
pergunta: - Precisamos filosofar tanto?
Sim, precisamos. Filosofia, entre outras coisas, é o estudo
de problemas fundamentais relacionados ao conhecimento e à verdade.
Simples, não? Que conhecimentos temos para levar uma fábrica
para a China e onde está a verdade que isso nos dará lucro?
Venderemos para quem tem dinheiro, fruto de seu emprego, da aplicação
de seus conhecimentos na prestação de serviço, correto?
Em que mercado, na China?
Não! Neste...
Hum, sei, se formos todos para a China, quem vai comprar?
Por que não aplicar aqui, gerando empregos, mantendo a
dinâmica de mercado, exportando o excedente?
Lá é mais barato produzir?
Ok, então depois não lamente as recessões, não peça
proteção, redução de impostos. Estamos de acordo?
Isso é patriotada?
Não, coerência! Exportamos nossas riquezas materiais “baratinho”,
para importar produtos “caros”, fabricados com empregos questionáveis e
tributações inexistentes, beneficiando poucos lá fora, prejudicando muitos aqui
dentro.
Quer saber se observando oportunidades eu não montaria uma
fábrica lá fora? Quem sabe, mas não sem antes questionar muito e buscar
caminhos aqui dentro.
Por isso a identidade que forma a sociedade é importante
para mim. A decisão não pode ser minha,
mas dessa sociedade.
Desta fazem parte os trabalhadores, as entidades de classe e
os governantes. Se estes não forem capazes de viabilizar a fábrica aqui, então
o projeto terá como destino acolá!
Nesse sentido a terra é fundamental.
O sangue na terra, pela conquista, forma a pátria.
Pátria - do latim "patris", terra paterna - indica a terra natal ou adotiva de
pessoas, que formam uma sociedade, ligada por vínculos afetivos, culturais,
valores e história.
A terra é
fundamental!
A terra no sangue
estabelece a nação.
Nação- do latim natio, de natus - nascido
- é a reunião de pessoas, falando o
mesmo idioma, seguindo os mesmos costumes,
formando, assim, um povo que se mantêm unido pelos hábitos, tradições, língua e consciência nacional - abro mão do
rigor de aspectos étnicos e religiosos, abraço a identidade para este mundo
plural e sem fronteiras.
Qual era o
assunto mesmo?
Ah, era
emprego...
Aplicaremos o
quê, para gerar emprego onde, me ajuda a pensar?
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
Pinterest https://br.pinterest.com/dasilva5548/

Nenhum comentário:
Postar um comentário