Na vida, é difícil dizer quando devemos ser sensatos ou
quando podemos ser heróis. Conhecimento, cultura, adição de competências,
debates podem nos auxiliar na formação de opiniões, mas nem sempre asseguram a
assertividade.
Grandes homens, titãs, reconhecemos nos grandes conflitos e
nas resistências, assim que fazem história. Servem como exemplos e alertas. E
as derrotas?
Bom, essas muitas vezes são esquecidas e os esforços sequer
lembrados. A poeira do tempo, que apaga traços do passado e os reais feitos, deixa
espaço também para que a imaginação crie lendas que instigarão as mentes dos
gênios.
A mente de um homem imaginou Ícaro, este jamais voou. Não
sabemos, também, que não tenha tentado.
Insensatos, inconstantes, inconformados, irresponsáveis,
quaisquer que sejam as designações, pessoas descontentes com o equilíbrio e a
ordem natural provocam o desconforto.
Desconforto que traz desconfiança, medo, crítica e revolução
quando se torna óbvio. O óbvio é invisível às mentes e olhos despreparados, por
isso recurso dos mágicos. Criadores das ilusões, alimentadores das fantasias
tão negligenciadas e necessárias.
O incauto, com um pouco de gás, calor e tecidos subiu aos
céus. Um cilindro com ar o levou às profundezas dos oceanos. Com sutileza, desafiou
as leis da física com hélices e motores a jato.
Não só rompeu fronteiras como as eliminou. Uns porque muito
sabem, outros porque totalmente desconhecem.
O mundo está globalizado.
Enquanto alguns vêem coisas que existem e perguntam por que,
eu sonho com coisas que não existem e pergunto por que não? - dizia George
Bernard Shaw.
A roda, a luz elétrica, o moinho, o pilão, o sabão, o clip,
a cadeira, o talher, pequenas e grandes invenções são resultados de horas de
trabalho e reflexões para acomodar o incômodo. Conta a lenda que o fecho eclair
ou zíper, como conhecemos, foi imaginado quando a preguiça de amarrar as botas,
todos os dias, levou o homem a buscar uma saída mais prática.
Verdade ou mentira, não faltam exemplos nesse sentido.
Estranho, o progresso está no desequilíbrio?
Uma questão interessante para o administrador que busca
exatamente dar ordem e equilíbrio às empresas, criando modelos de gestão.
A revolução do pensamento está na capacidade de questionar a
coerência, a unidade, provocando a diversidade?
É possível programar a desordem, investir na inconstância,
contratar incoerentes e irresponsáveis?
Não, gestão é um processo racional. Sejamos coerentes!
Hum, e se forem gênios e tiverem projetos inovadores
permitindo às nossas empresas obter a tão desejada diferenciação e vantagem
competitiva?
Que loucura, como apoiar pessoas como essas? Seria um ato de
incoerência!
Nesse caso, as idéias e os projetos dando certo e gerando
resultados seremos um bando de bravos, ocorrendo o contrário seremos um grupo
de tolos.
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

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