No século VIII , na dinastia Han, alquimistas taoistas, em
busca do elixir da imortalidade, misturando várias substâncias, descobriram a
pólvora.
O composto, a princípio foi usado em fogos de artifícios e
sinalização, com o tempo passou a ser utilizado em granadas, arremessadas por
catapultas.
A primeira referência a um canhão aparece em 1126, quando tubos
feitos de bambu foram usados para disparar mísseis contra o inimigo.
Com o tempo os tubos de bambu foram substituídos por tubos
de metal. Registros apontam que o mais antigo canhão na China data do ano de 1290.
Essa descoberta aumentou substancialmente o poderio militar
chinês
Como recurso de defesa e conquista, a pólvora, de forma
violenta, exerceu o seu papel.
E assim, colonizadores e colonizados deixaram um rastro de
destruição na história.
Bom seria se esses embates tivessem ficado somente nos
livros, mas o homem, com toda sua inteligência, ainda não foi capaz de abolir
os confrontos armados.
A informação acaba exercendo duplo papel nos dias de hoje. Com
a velocidade e visibilidade que tem em alguns momentos os minimiza, em outros
os acirra.
Fato é que com a descoberta da pólvora o mundo se
transformou, e o homem também.
A conquista tem se mantido no campo das transações
comerciais, com a ocupação de mercados e não de territórios. Os recursos são os produtos, com suas marcas e
preços atrativos.
Revolucionários em
alguns momentos, resultado dos avanços tecnológicos, questionados em outros,
pela manipulação do câmbio pelos governos e pelas desigualdades trabalhistas.
Mesmo empresas multinacionais, com seus afiados discursos de
proteção ao trabalhador e campanhas contra sua exploração, têm sido apanhadas em
pecado.
A última linha do balanço, que derruba as cotações das ações
e traz instabilidade ao mercado, tem levado gestores a negligenciar seus
próprios mandamentos.
O mercado, nesse sentido, é implacável. O crítico hoje poderá
ser o criticado amanhã por se render aos fatos e buscar vantagens ou meios de
sobrevivência.
Aquele que combatia importações quem sabe em futuro próximo
não estará empreendedor nesse mesmo país exportador?
No mundo dos negócios não há espaço para romantismo, pois
como costuma repetir um amigo empreendedor: “O dinheiro é covarde e
oportunista. Bem tratado aparece, mas foge ao menor sinal de perigo”.
Ouço e leio muitos comentários sobre nossa competência em
gestão, mas gosto de chamar atenção para o fato de que nossa participação no
comércio mundial é muito pequena. Mesmo com todo destaque ao BRIC (Brasil,
Rússia, Índia e China), apenas a China tem avançado em muitas áreas e
incomodado, principalmente em nosso mercado. De qualquer forma, a oferta
mundial de produtos tem aumentado em todos os cantos do planeta.
Encontrar um produto importando nas prateleiras dos
supermercados é fato comum.
Com o CIVETS (Colômbia, Indonésia, Vietnam, Egito, Turquia,
África do Sul) ganhando expressão no mercado mundial, certamente a concorrência
será mais acirrada.
Não podemos nos iludir falando em concorrer em mercados que
sequer competimos.
A conquista no mundo globalizado tem como recurso a
redescoberta da pólvora: Bosempo Basem - Bom
Sempre que Possível, Barato Sempre!
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
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