Grandes homens e seus pensamentos presentes serão notados
apenas no futuro, quando o passado escrever suas histórias.
Se aqueles que se foram voltassem com novas roupagens e nos
falassem sobre outras ideias, os chamaríamos loucos, agitadores, insanos!
Gênios presentes não são percebidos pelo presente homem, que
vive com a cabeça no futuro e os olhos e ouvidos no passado.
Palavras como foi bom, deu certo, valeu a pena, trouxe
riqueza, dão mais segurança que a incerteza do será bom, dará certo, valerá a
pena, trará riqueza.
No universo somos um povo avançado ou um planeta esquecido,
abandonado à própria sorte?
Teriam os alienígenas extraterrestres nos visitado e vendo
nosso atraso e comportamentos egocêntricos nos abandonado e esquecido?
Seríamos vítimas de nossa omphaloskepsis, a excessiva
introspecção, preocupados demais com nossos próprios umbigos?
Os alienígenas consultores teriam sido substituídos por
consultores alienistas, em virtude de nossa própria característica alienante?
O sábio pouco pode ensinar ao ignorante que a sabedoria
rejeita. O homem tem mais medo do que não conhece do que daquilo que se
apresenta de fato. Que nos desminta o Frances Michel de Notredame, conhecido
como Nostradamus, nascido no ano de 1503, que, com seus livros proféticos,
causa arrepios ao mundo.
Conhecedor do homem, Nostradamus fez suas previsões,
desafiando as mentes mais privilegiadas, provocando alarde, pois nada intriga
mais o homem e o amedronta do que aquilo que a ciência e a razão desconhecem.
O fim da vida com a degradação ambiental não gera tanta
especulação, debates e interesses como 2012 no calendário Maia.
Do presente não aproveitamos as lições. O homem registra o
fato para que o passado o torne história, que será contada com alarde no futuro.
Nos últimos cinquenta anos provocamos mais prejuízos ao
planeta que em toda nossa existência, mas enquanto não formos duramente
atingidos continuaremos alienados.
Vestimos luto, choramos algumas horas e seguimos em frente,
até a próxima catástrofe, no mesmo local.
Que diríamos a Noé se construísse no terreno ao lado uma
arca totalmente informatizada?
-Esperando outro dilúvio? – Talvez!
Que diríamos a Jesus, se no meio do expediente, na mesa ao
lado, mochila no chão, capacete apoiado sobre esta, ao notar comportamentos
incoerentes nos dissesse: "O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom,
todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá
de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão."
-Ora, trabalha, não enrola, deixa a poesia de lado! –
certamente seria a frase, sob risos.
E lá seguiria o menino com sua moto e sua cruz...
Assim é o homem, cético, incoerente, paradoxalmente crédulo
e incrédulo. Não crê no semelhante, prefere, muitas vezes, a imagem que
constrói. Como Chuck Noland ( Tom Hanks), no filme Náufrago ( título original
Cast away), cuja solidão o faz transformar a bola em amigo e divindade: Wilson!
No futuro, nosso passado terá o registro de cada presente
ato, quer importe a alguém ou não!
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de
carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
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