A invisibilidade é um sonho do homem. Não faltam histórias
em quadrinhos e filmes expressando esse desejo, repletos da mais pura
imaginação.
Quando falamos de invisibilidade, logo nos vêm à mente os
ninjas e seus truques para surpreender os oponentes. Com ou sem suas bombas de
fumaça.
Sabendo que o foco em um determinado ponto reduz a visão
periférica, criavam artimanhas para chamar a atenção e se tornarem
“invisíveis”. Um recurso habilidosamente
usado também pelos mágicos.
As descobertas, alimentadas pela imaginação, provocam novos
delírios. E o homem está prestes a conseguir a invisibilidade.
Não com transferência de matéria como apresentado nas séries
e filmes Jornada nas Estrelas -Star Trek - sob o comando do Capitão Kirk,
auxiliado pelo vulcaniano Senhor Spok, que se juntou à Frota Estelar no USS
Enterprise.
As descobertas são de que as luz precisa refletir para que o
olho humano capte a imagem. Caso esta mude seu trajeto, ao redor do objeto,
este se torna invisível. Fantástico, ficção?
Não, realidade!
O homem, com toda sua inventividade, já fabrica “metametais”
e consegue essa proeza com objetos minúsculos. Testes apresentam resultados
positivos, também com câmeras, no desenvolvimento da capa da invisibilidade.
Você deve estar curioso e se perguntando: qual será a
aplicação?
Vou deixar por conta da sua imaginação, mas antes falarei da
questão com um pouco de tristeza. As aplicações que vi, em sua maioria, têm destino
bélico.
É estranho, o homem, desde que surgiu no planeta, tem procurado
um meio de extinção. Pelo pouco que sei, tivemos em toda nossa existência
apenas 300 anos de paz absoluta e, não faz muito tempo, temíamos a chegada do
ano 2.000, depois nos apavoramos com
2.012 por causa do calendário Maia!
Se você está achando que esse assunto tem foco limitado,
enganou-se.
Vivendo agora em um mundo globalizado, o homem não tolera o
anonimato e se debate pela visibilidade.
Duvida? Responda então: - O que faz esse mundaréu de gente nas
redes sociais, postando ideias, fatos e fotos?
A questão se torna complexa quando, para conseguir
visibilidade, procuramos nos assemelhar.
Ou, para dar destaque aos nossos produtos, copiamos embalagens
e rótulos campeões.
Por que não ser totalmente diferente, como um ponto vermelho
em um mundo azul?
Experts em visibilidade nos diriam: - O azul, agora, é quem
faz sucesso! Vermelho? Quem sabe um dia!
E assim nos tornamos azuis!
Isso não é um ”paradoxo”:
Vestimos a capa da invisibilidade para sermos notados e no meio de milhares
gritamos em busca de atenção?
Talvez em outros campos, mas no mercadológico se chama “paradigma”,
há um padrão a ser seguido.
Quando notado, aceito e aclamado, meu azul não é um azul
comum. Meu azul é mais azul que os demais, ainda que semelhante!
E, moda que é moda é “paratodos”.
Você acha que fui?
Não!
To invisível.
Epa, duvida não...
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em
contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não?
Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial
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