É inegável que os avanços
tecnológicos têm permitido fabricar produtos cada vez melhores, mais baratos,
gerando uma brutal concorrência, dificultando ao consumidor a diferenciação e
facilitando-lhes o acesso.
Também é verdade que qualquer
produto pode ser diferenciado, basta ir ao mercado e você vai encontrar os que se destacam, tem sua qualidade reconhecida,
até por pessoas que nunca os usaram.
Qualidade não significa
necessariamente que os materiais e a forma de construção são superiores aos de seus concorrentes, temos que tratá-la
como o pacote de benefícios que o
produto propõe ou que o consumidor
espera que ele ofereça.
Ao adquirir um certo tipo de lápis você pode esperar que ele o diferencie e o destaque no
grupo de desenhistas que frequenta, fazendo isso ele determinará que tem a qualidade esperada.
Por essa razão, vamos encontrar
muitos produtos, que além da efetiva qualidade de seus materiais e de seu design, acabam recebendo um reconhecimento
maior.
Para diferenciar um produto não basta ser o melhor, tem que parecer o melhor.
O consumidor não o compra e leva à um laboratório de testes para verificar suas
propriedades físicas. Ele perceberá a durabilidade pelo uso, o design por se
sentir bem e receber aprovação e aquele algo mais por ser notado e seguido. Não se engane, a falta de qualidades
físicas também é notada quando ocorre.
O produto com esse algo a mais é
pedido, procurado, recomendado, faz com que determinados grupos se
identifiquem.
Nesse rol existem canetas,
bolsas, jeans, jóias, carros, bebidas, refrigerantes, vinhos, e mesmo água.
As empresas de modo geral mantêm
o conceito da diferenciação pelos materiais, aspectos físicos, esquecendo-se de
um fator importante, a marca.
A marca deve representar algo no
mercado e principalmente na mente do consumidor. Para aquela que se destaca,
tudo que a carrega é considerado de excelente qualidade.
Construir uma marca não é algo
fácil, nem sempre barato, nem é possível dizer que colocando somas enormes em
campanhas publicitárias esta será um sucesso.
Grandes marcas, de notoriedade
mundial, começaram pequenas, foram crescendo com o tempo, apoiadas sempre por uma
visão.
Esse é um aspecto fundamental nos
negócios: determinar aonde se quer chegar e seguir trabalhando com
consistência.
As empresas como são reativas
tendem a seguir umas as outras, por que haveria então razão para os
consumidores diferenciá-las?
Ao seguir aquilo que o mercado
está praticando, a empresa está garantindo o lugar entre os iguais. Nesse caso,
o que prevalece é o preço. Sendo o maior de todos, irá para as últimas
posições.
Como podemos obter diferencial,
se na contratação procuramos profissionais com a mesma identidade da nossa equipe?
Aquele é muito jovem, este é
muito velho, outro não tem experiência ou tem demais, este tem cabelos longos,
aquele tem tatuagem, é muito baixo, não pode ser homem, ou tem que ser, enfim descartamos
toda e qualquer coisa que não atenda
nosso padrão mental. Procuramos nos manter na zona de conforto, situação
impossível quando se quer diferenciação.
Destacar uma marca é como marcar a fogo, é criar
uma personalidade distinta e mostrar ao mundo que ela existe.
Para conseguir diferenciação é
preciso ter a disposição para nos expormos às melhores idéias que encontrarmos
e tentar trazê-las para nossos negócios.
De onde vêm as novas e boas idéias?
Não são geradas pelas diferenças?
Para isso temos que misturar
experiências, culturas e conhecimentos, portanto meu caro, a sua commodity é a
sua visão quem faz.
Na hora de contratar procure pela
diferença e não pela igualdade.
Não precisa concordar comigo, as
pessoas continuarão a comprar os seus produtos, mas pelos menores preços de
mercado.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter:
@ivanpostigo
Skype:
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