Tivéssemos
ouvido, não teríamos chegado atrasado e perdido o vestibular.
Tivéssemos
ouvido, não teríamos perdido a oportunidade de contratar aquele artista que faz
enorme sucesso.
Tivéssemos
ouvido, teríamos comprado aquele quadro
que hoje vale milhões.
Tivéssemos
ouvido, não teríamos perdido aquela
venda para o concorrente.
Tivéssemos
ouvido, teríamos conseguido aquele emprego.
Tivéssemos
ouvido, tivéssemos ouvido, tivéssemos ouvido treinado, nada disso teria
acontecido!
Simples, mas
nem as maiores perdas nos fazem aprender a ouvir.
Uma empresa,
por exemplo, com 30 representantes, que visitam 8 clientes por dia, num total
de 250 dias no ano, poderá obter informações em pelo menos 60.000 conversas.
Isso em 10 anos representará 600.000 possibilidades de captação de informações.
Passado esse
período, conclui-se que pouco se sabe sobre o mercado, porque as “coisas mudam
“, e paga-se por uma pesquisa. Tivessem ouvido, poderiam aplicar essa verba em
outros projetos. Como não se ouve, sorte de quem faz pesquisas.
Alguém pode me
dizer: - Não seja exagerado, isso pode acontecer em alguns lugares isolados,
mas não como regra geral.
Faça o seguinte
exercício: um dia qualquer, após umas quatro horas de trabalho, com grande
interação com a equipe, escreva o que aconteceu no seu departamento, que vale a
pena registrar.
Reúna os
colegas, leia a redação para eles, diga que está esquecendo alguma coisa e peça
que a completem.
Vai se
surpreender com a quantidade de questões importantes às quais não prestou
atenção e outras que já estavam a caminho das terras do esquecimento. Você já
elaborou atas de reunião e na hora não fez direito as anotações? Hum, então
sabe do que estou falando!
Decisões
importantes deixam ser tomadas, tarefas são efetuadas em duplicidade, seu
auxiliar volta ao banco para apanhar um talão de cheques ou a um fornecedor por
causa de um material fundamental para execução de um trabalho, mas tudo poderia
ter sido evitado. Os custos também, mas não ouvimos!
Nossa! Esse
assunto é muito chato...
Verdade, perder
dinheiro e ter custos evitáveis também.
Quando a situação
se deteriora, lá vamos nós controlar
canetas e copinhos de café para reduzir custos, enquanto gastamos tempo, que
custa dinheiro, criticando o projeto. É bom lembrar que na reunião de redução de gastos esses dois itens foram sugeridos. Sempre são!
Dá para
quantificar a perda de informações de alguma forma?
Dizem que sim,
então vamos usar a seguinte regrinha nas nossas quatro horas de trabalho:
- Escutamos
metade daquilo que nos é dito - No nosso caso duas horas.
- Ouvimos
metade do que escutamos: - Isso dá cerca de uma hora.
- Entendemos
metade do que ouvimos - Hum, temos só meia hora de informação.
- Acreditamos
em metade do que entendemos - Está complicando, pois ficaram só quinze minutos.
- Lembramos
metade do que acreditamos - Restaram cerca de sete a oito minutos.
Imagine você
como líder, com esse volume de informação para tomar decisões. Pouco, não?
Hora de treinar
a capacidade de ouvir. Tá escutando?
Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4496 9660
/ ( 11 ) 99645 4652
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