Os modelos de gestão em nossas empresas são constituídos de técnicas consolidadas no
mundo. Poucas organizações possuem gestores ou grupo de pessoas inovando e
revolucionando o processo. A incessante busca por resultados e a pressão por
respostas nos leva à procura de formas testadas e aprovadas.
O mundo empresarial sempre foi intensamente influenciado
pelas técnicas do momento, que tem como aspecto negativo o negligenciamento dos
processos implantados e positivo a reflexão sobre novas possibilidades.
Não existe a melhor forma, e sim aquela à qual nos adaptamos
e que nos permite maximizar desempenhos e resultados.
Seria como se perguntássemos a um atleta da nossa seleção
nacional de futebol, qual a melhor maneira para se chutar uma bola. Certamente
aquela que acerta o gol e vence o goleiro.
Com tantas possibilidades, qual o artilheiro deveria usar?
Sem a menor dúvida a que ele melhor se adapta, ainda que
seja de “bico”, afinal qual é o objetivo?
Fazer o gol, correto? Não adianta sofisticar o processo e não obter
resultados.
Em gestão ocorre a mesma coisa.
As técnicas costumam chegar às nossas empresas testadas e
largamente aprovadas, contudo nem sempre conseguimos sucesso em sua
implantação.
Reúna seus gestores, apresente-lhes alguma técnica e peça
opiniões. Colherá algumas críticas, mas de modo geral ouvirá elogios e
aprovação.
Passe para o segundo
estágio: implantação na empresa. A
partir desse ponto começam as dificuldades.
Ao observar as barreiras levantadas, você se perguntará: -
Como é possível divergirem tanto no desenvolvimento e implantação, quando havia
plena concordância na avaliação dos conceitos?
Há uma questão interessante quando tratamos de desempenho:
pontualidade.
A palavra poderia ser um sinônimo, rigor, por exemplo.
Qualquer que seja a técnica, para gerar resultados precisa
de estudo, planejamento, programação e controle. Todas as etapas precisam ser
atendidas com rigor.
Onde ocorrem as maiores dificuldades? Na operacionalização.
Não exatamente na execução, mas em cada momento que uma ação
se torna necessária.
Em uma reunião de planejamento, as dificuldades podem começar
já nos horários e local quando pessoas
divergem.
Debatendo necessidades de recursos,
barreiras podem ser levantadas, impedindo a evolução do processo.
Atentos, perceberemos que a idéia tem plena aceitação e
convergências de opiniões, a divergência está nos propósitos e interesses.
Este também é um fator que leva ao abandono de projetos
ainda que implantados com aparente sucesso, pois as divergências levam ao
esvaziamento e desinteresse.
Uma forte liderança conduz a equipe a se empenhar e atender
todos os passos no processo de planejamento, programação e implantação, mas
depois de algum tempo, sem esta à frente, rapidamente os trabalhos ficam
prejudicados.
Os exemplos são muitos nesse sentido, nota-se que a
concordância com os conceitos não é suficiente para garantir a continuidade da
execução.
As razões para divergências pessoais são inúmeras, e estas
tem que ser resolvidas em todas as
fases, antes de se chegar ao efetivo momento da execução.
O sucesso de qualquer projeto está diretamente ligado ao
comprometimento com o atendimento ao planejamento e programação.
O não atendimento, a falta de pontualidade e de rigor, por
questões pessoais é sabotagem. Isso é inadmissível em qualquer organização.
Quando as diferenças pessoais são impossíveis de serem
resolvidas é melhor não participar.
Nesse sentido, é importante entender que a empresa deve ser
maior que seus gestores. É a única forma de harmonizar o processo
administrativo e desenvolver projetos com sucesso.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4496 9660 / (11) 99645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo
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