Qualidade de vida está diretamente ligada à competência. Esse
não é um atributo desejado apenas no mundo dos negócios.
As boas relações nas famílias e com os amigos também têm em
seu alicerce um conjunto de competências.
Competência provoca a magia da simpatia e empatia.
Simpatia significa estar ao lado, ouvir, dar atenção, abrir
as portas para a compreensão. Contudo, a simpatia nem sempre traz a solução.
Não adianta só dizer à criança que embaixo na cama não há monstro ou ao
colaborador que a planilha não é tão complicada de usar. A corrente das boas relações
tem os elos das simpatias entrelaçado aos elos das empatias.
Empatia é colocar-se no lugar da pessoa. Ir com a criança
espiar embaixo da cama, sentar com o colaborador, enquanto este se esforça no
uso da planilha e entendimento do problema, trocando de cadeira se
necessário.
Toda relação coloca frente a frente duas pessoas, pelo
menos. Esse contato pode ser desejadamente amistoso e amigável, ou indesejadamente
turbulento. A soma das experiências e comportamentos é determinante na
qualidade das relações.
Falar sobre o homem é refletir sobre seu caráter e
personalidade. Caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas
possuem desde o nascimento. Já a
personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar
os modelos mentais.
Competência, como costumamos tratá-la, é o conjunto de
conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem tomar boas decisões e que
produzem efeitos favoráveis na condução de questões complexas. Ainda que alguém possa defender a
possibilidade de seu uso em sentido negativo, fiquemos com as boas intenções.
O primeiro passo para alcançar a competência é abertura
mental, que leva à disposição de aprender. Temos que nos lembrar, sempre, que
nossas portas psicológicas só abrem por dentro.
O processo de aprendizado e ensino tem um ingrediente que
faz o mundo sempre melhor: a generosidade.
Dar uma aula, porque esse é o trabalho que permite ao cidadão
uma renda, sem que resulte em aprendizado, não significa ensino. Frequentar um curso para constar em currículum,
não significa aprendizado.
Nas duas situações a generosidade não se fez presente. Dessa
forma, está concretizada a falência do processo que permite subir a escada do
conhecimento. Este, com grande
probabilidade, foi afetado pelo vírus que tece o tapete da arrogância. A
arrogância é caracterizada pela falta de humildade.
A escada do conhecimento exige, sempre, que os envolvidos
desçam alguns degraus para que juntos possam retomar a caminhada. Nesse ponto é
que a altivez, a soberba, o orgulho excessivo, a vaidade, impedem que a
possibilidade de aprendizado ou a aceitação da ajuda oferecida se tornem
elementos de solução.
Estendido o tapete da arrogância, para baixo deste serão varridos
as fragilidades e os problemas encontrados na sala da incompetência. Para desconforto de quem a visita, e
desespero daqueles que tem a responsabilidade por sua manutenção, quanto maior
a sala, maior o tapete.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Twitter: @ivanpostigo

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